#Resenha – Sete minutos depois da meia-noite

#Resenha – Sete minutos depois da meia-noite

4 de Abril de 2017 33 Por Greyce Kelly
”Histórias são criaturas selvagens. Quando
você as solta, quem sabe o que pode acontecer”
pg 44

Eu chorei, não nego, chorei e
muito entre lágrimas que eu tentava disfarçar no trabalho eu pensava no Teixo e no Connor…
Ok, eu sei que vão me dizer que
é pelo momento que vivo, que chorei feito um bebê que perde a chupeta, ou como
uma criança a qual um vilão maléfico roubou o doce, mas a verdade é que essa
historia mexeu tanto comigo, mas tanto, que tive uma grande reflexão sobre mim.
E só entre a gente, o Teixo veio me visitar e quis as minhas verdades. –
Falaremos delas depois.
Para você que está ai lendo
isso deve estar se perguntando, que diabos de resenha é essa, totalmente sem
sentido?! Pois bem, adoro fazer isso no começo delas porque isso faz com que você
sinta o meu entrosamento com o livro, que eu digo que foi com um balde e vários
lencinhos haha.

O livro a qual me refiro saiu
no dia 05/01/2017 nas telonas, um livro que me pegou pelo colarinho e disse: minha filha, venha cá, vamos conversar. – Bem, quando isso acontece, vocês sabem
que precisamos parar tudo e ir ver o que ele quer com a gente. 

Sete minutos depois da meia-noite
é o livro da vez, embora seja pequeno, dentro de suas poucas páginas há um reino de
fantasia, amor, dor, decepção e curiosidade que toma conta do leitor e faz com que
você devore suas poucas páginas em algumas hora
.
Sete minutos depois da meia-noite conta a história de Connor e de sua mãe que tem câncer. – Oh céus, outro
livro com essa doença que vai me fazer chorar oceanos. – Connor é um menino
calmo, tranquilo, uma pessoa que vem para o mundo com o propósito de ser uma
pessoa tranquila, um pouco isolado das pessoas, ao meu ver, mas as coisas só
pioram quando todos descobrem que sua mãe está morrendo. Connor odeia a pena
que todos sentem dele
, odeia nunca se meter em confusão, mesmo que ele a tenha
criado, e ninguém fazer nada porque sente pena da situação.
Connor então começa a ter
pesadelos, mas esses pesadelos são tão reais que ele acha que realmente o Teixo
– Árvore – é um monstro que veio atrás dele, mas, por sua vez, ele não sente o
menor medo desse monstro. Então o Teixo diz para Connor que só andou três vezes e que ele vai contar as histórias sobre suas caminhadas, mas, no final, ele quer a sua verdade em troca.
Uma bruxa má que não é má, um
príncipe assassino que é herói e um botica amargurado são os personagens das
histórias do Teixo. Sempre às 00h07 o monstro aparece e conta suas
histórias, mas a vida de Connor não para, corre com  pressa
e, com isso, sua mãe piora, os seus
remédios não fazem mais efeitos, ela volta pro hospital e Connor fica com a avó.
A situação que Connor vive é extremamente difícil e delicada, ele é apenas um menino e tem que lidar com
tantas coisas pesadas
, não é justo isso, não é justo por tanta coisa em cima de
uma pessoa que ainda não sabe como a vida é cruel e amarga… Mas ele aprende e é sobre essa lição que eu quero falar agora.
Ah, claro que não vou contar
qual é a verdade de Connor, nem o que realmente acontece com sua mãe, nem com o
Teixo… Isso não teria graça.
O que vou escrever agora é bem
diferente de tudo que escrevi em minhas resenhas. Às vezes você lê um livro que
faz você pensar na sua vida de um jeito do qual nunca pensou…
Faz você parar e
refletir tudo que está acontecendo ao seu redor, isso foi tudo é tão palpável que
pensei… puta merda…
O Teixo, Connor e sua mãe
mexeram tanto comigo que me fizeram pensar na vida, nas verdades pensadas e
não ditas, nas dores e angústia que a vida nos dá em segurar ou deixar cair.
Esse livro me ensinou que a
vida é feita de círculos e que nunca, nem ninguém, tem o mesmo ciclo de vida
, que
cada um tem o seu fim e o seu começo, que nem sempre gostamos quando o ciclo é fechado, que quando outro começa é difícil e penoso. Fechamentos de ciclos
significa vida nova, não importando como o ciclo anterior se fechou
.
Recomendo a leitura desse
livro por ser extremamente viciante e por fazer você ver a vida por um ângulo
totalmente diferente.
“Você não escreve sua vida com palavras. – Você escreve com ações. O
que você pensa não é tão importante, só é importante o que você faz” pg 149.
Resenha dedicada à minha mãe, (tô com saudades de você)
ela entendia perfeitamente o monstro Teixo.